Domingo, 26 de Novembro de 2006

Natureza


 





Eu não entendo à natureza!
E não sei se muitas pessoas a entendem.
Acho que não!

O que ocorre é que a maioria das pessoas não
presta atenção,
ou estão muito ocupadas ou não tem os pés no chão.
Vivem tão distraídas pensando em ganhar o pão,
não observam os estragos que acontecem em cada estação.

Às vezes vemos injustiças que merecem reparação.
Defendo aqui uma mangueira...
árvore frondosa e bela,
que sem muito sacrifício eu a enxergo da minha janela.

Este ano eu tive tempo,
por isso pude acompanhar,
desde o início da florada,
até agora,
sobre o que eu passo a relatar.

Eu fico aqui pensando...
quanto trabalho deve dar,
para uma árvore de aquele tamanho poder se amparar?...

A raiz mestra de uma árvore é como o arrimo do lar,
ela se fixa no solo,
para água e sais retirar.

Que esforço não será feito para que estas substâncias
possam circular.
Além de outros afazeres ela precisa se agarrar
para manter o equilíbrio do todo,
da árvore que conseguiu criar.
Tem que engrossar o seu tronco para os galhos comportar,
A esses lhes dar forças para as folhas que vão criar.

E ainda a fotossíntese que é de importância vital.
É a formação de substância orgânica nas células providas de clorofila, por influência da luz

Sendo o único movimento que a sua vida conduz.


Sem esquecer a última parte que é a espécie perpetuar,
é quando aparecem os frutos que muitas sementes vão dar.

Vem então as rudes mudanças que a natureza produz,
pobrezinha da mangueira que tanto precisa de luz.
Estava verdinha de contente,
com tantos frutos pequenos pendurados,
parecia mostrar os dentes,
vendo seus esforços compensados
raciocinando como gente.

Mas eis que a natureza malvada...
sem prévio aviso a luz retirou,
provocando uma grande mudança no tempo,
que só sabe quem presenciou.

Uma grande tempestade acompanhada de trovoada,
chuva forte e grande ventania,
dobrando os galhos da mangueira, só vendo que agonia...
A cada rajada que vinha, a mangueira parecia chorar...
agarrando-se nas manguinhas por aqueles talinhos finos que não tiveram tempo de engrossar.

Ela lutou até enquanto pode para as manguinhas defender,
parecia uma mãe acuada,
com seus filhos abraçados,
sem ter para onde correr.
A própria mangueira sabia que as manguinhas
iam morrer.

E de rajada em rajada,
até passar a tempestade,
a pobre mangueira coitada,
viu seus esforços serem em vão,
quando olhou ao seu redor todas as manguinhas
espalhadas pelo chão...
Num último e heróico esforço seus grandes galhos se dobraram em um imenso arrastão...

As gotas que caíram não eram de chuva não,
eram lágrimas que rolavam de quem se despede dos irmãos.
A pobre árvore, coitada, em silêncio só chorava,
numa atitude passiva para uma nova estação se preparava...



crisgamboa às 14:55
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1 comentário:
De andreialoirita a 26 de Novembro de 2006 às 16:30
Mais uma vez...parabéns...
este post está muito giro, simples.....e inteligente....
parabens a todos os colaboradores...

bju
ax:loirita


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